Combo Séries: Arrow, Gotham e The Flash!

nem lembro de onde roubei, sorry.

nem lembro de onde roubei, sorry.

Mas nem morta que eu escreveria um post para cada série, não sairia de nenhuma! Achei mais prático jogar todo mundo no mesmo balaio e voilà. Ficou ó, uma bagunça. Em uma escala de interesse eu coloquei por ordem decrescente: Arrow (veterana, mas já?),Gotham (novata experiente)e The Flash (o filho natimorto, brinks). Eu não assisti aos pilotos vazados de nenhuma porque as notícias e cartazes promocionais meio que me desanimaram, em outras palavras fiquei com Síndrome de Frescurite,sabe quando você começa a achar tudo uma chatice e pensa que só vai sair bosta e diz que não vai assistir a série. As causas dessa Síndrome são desconhecidas. Ainda bem que iniciei meu tratamento com uma dose forte de hype e agora passo muito bem.

logo

Começando por Arrow. Ok, o seriado voltou bem e mais seguro do que nunca, não é mais uma novata, nem precisa provar porque ficou, apenas já sabe o chão que pisa e a equipe está de parabéns.O entrosamento entre Roy e Oliver me surpreendeu, assim como a roupa do Arqueiro Vermelho, que no poster promocional achei uÓ, ao vivo ficou legal. Essa sintonia entre os dois se desenvolveu em um duvidoso curto espaço de tempo, but its ok. Agora, ou eu acordei após passar duas temporadas em meio aquelas papoulas do Mágico de OZ, ou Amell está extrapolando a cota de atuar muito mal. Amigo, só porque a série está no terceiro ano, vc não tem que parar de fingir que sabe atuar. Sério, a atuação do ator nunca me incomodou tanto!

Flashbacks: Eba, agora os flashbacks serão em Hong Kong, que D-I-V-E-R-T-I-D-O -!-!-!-!

"Ai que saco, me mata logo"

“Ai que saco, me mata logo”

Não, parei. Caralho como esses flashbacks enchem o saco! Quanto mais mirabolantes, pior! Aff, só falta o Ollie ir á lua e voltar. Nessa temporada vou fazer o que já faço com Game Of Thrones quando aparecem plots que não gosto: eu pulo as cenas. Como me desinteresso por metade daquele povo de GOT, eu passo muitas coisas e que acabam não fazendo falta, mas no caso de Arrow é só Hong Kong, portanto só darei uma acelerada inocente nas cenas…Se eu passesse sem perdão, perderia a chance de rever o Tommy.

A volta de Arrow foi marcada por dois acontecimentos que jamais deveriam ocupar o mesmo episódio: a realização do tão esperado Olicity e a morte da Sara. Foi de uma insensiblidade atroz matar uma importante heroína em cinco minutinhos finais depois do episódio ser todo voltado para o romance, ou melhor para o entendimento entre Oliver e Felicity (adivinha o que chamou mais a atenção), que se dependesse de mim não trocariam nem um olhar a mais. Felicity foi uma personagem que cresceu aos olhos do público, e com carisma e competência se fixou na equipe do Arqueiro. O problema, como apontei no post passado é que de atrapalhada ela vira uma espécie de fangirl retardada do Oliver, sempre suspirando ou falando coisas ridículas, ou rastejando pelos cantos enquanto Oliver fica com uma ou outra. Eu ainda implico com o figurino dela, que é lindo, impecável, mas bem diferente do que ela costumava usar. É tanto vestindo apertado, decotado, curto que me irrita. Puro male gaze em cima de uma personagem que não foi criada para essa função.

Olicity começou como uma fantasia dos fãs e os roteiristas passaram a temporada anterior alimentando essa fantasia criando ceninhas bobas. Mas depois ficou claro que a coisa iria se contretizar em algum momento. Gosto do Oliver, mas ele não merece a Felicity, ela é boa demais para entrar na enorme lista de beldades que o Arqueiro pegou. A cena dela dando uma de esposinha que comprou uma plantinha para enfeitar a toca do maridinho resume tudo aquilo o que eu não desejo para ela. Esse tipo de coisa deveria permanecer nas fanfics.

Ah, Canário…fiquei impressionada ao perceber que muita gente não esperava que a Sara fosse morrer. Achei que tava óbvio que Sara iria ressuscitar apenas para preparar o caminho para a irmã. Se eu fosse um pouquinho mais chata eu não deixaria passar o fato de que Sara, a periguete, transou com o namorado da irmã e o seu destino foi a morte, enquanto Oliver sobreviveu e até arrumou outra na ilha. Destino digno de novela do Maneco. A vadia era tão vadia que se afogou de lingerie, os dois tavam se pegando mas Ollie chegou vestidinho no Purgatório. Mas não sou dessas feministas não, eu sou boazinha tá, nem acredito nisso mesmo…Quando soube que ela voltaria já fiquei com raiva só de imaginar o novelão que isso daria. O resultado foi melhor do que pensei: uma heroina que protege as mulheres, caça misóginos, tem uma tomboy como assistente. O reencontro dela com o pai, detetive/policial/whatever Lance é lindíssimo.

Se fosse para tirá-la, que fizessem algo melhor. Digno da força dela, afinal Sara era uma sobrevivente, uma guerreira, ela deveria morrer lutando, não sendo eliminada rapidinho, a mesma injustiça que fizeram com a Shado. A coisa todo só foi daquele jeito porque né, o encontro entre Oliver e Felicity era mais importante e não dava pra perder tempo com a Canário. A mocinha Felicity finalmente iria ser beijada por seu príncipe, prioridades sabe?

O segundo episódio, “Sara” eu demorei para terminar. Tava de má vontade mesmo. Aí minha revolta se dissipou um pouquinho e gostei do que vi. O que apertou meu coração foi a amizade de Tommy e Ollie. O cara se apegou a uma última pista, viajou para longe só para tentar reencontrar o amigo. Aprendi a gostar do Tommy, que de babaca vira um cara maduro. No ano em que ele foi a Hong Kong provavelmente ele ainda era aquele mala sem alça mas todo mundo sempre tem um lado bom ,né?

E os roteiristas acordaram para cuspir e botaram Laurel para trabalhar nesses episódios. Ela está mais determinada, forte, simpática como aquela Laurel do início da série. Espero que eles entendam que todos os dramas criados em torna dela fizeram o público odiá-la e que precisam mantê-la focada, porque sinceramente deve ser a última chance de fazer a personagem prestar.

Superomi péssimo ator nem gastarei mais que uma linha.

A preocupação e saudade de Olive por Thea tbm foi comovente, assim como seu discurso de liderança, embora esse chororô existencial do Arqueiro seja repetitivo e nunca dá em nada. Mas ele está certíssimo, ele é o líder, não pode desmoronar, tudo depende de suas decisões e de seu controle emocional. Malcom pra mim é um vilão requentado e espero que vaze rapidinho. Quanto a Thea só torço para que não vire a revoltadinha de sempre, ela havia amadurecido tanto na temporada passada.

diggle

E aquele momento doloroso em que vejo que Diggle está ficando obsoleto. Ele era mais atuante na primeira temporada, na segunda passa mais tempo dando conselhos pro Oliver do que lutando, e agora com Roy, ele ficou muito para trás. A paternidade é uma forma de afastá-lo da equipe, e que lindinho ele dar o nome de Sara a bebezinha! Ainda assim, sempre gostei do Diggle e não sei o quanto vão afastá-lo da equipe, seria uma dupla perda, além de um bom personagem, tem a questão da diversidade que pra mim é importante sim. Não sei se teriam coragem de matar o Diggle, mas na mais radical das hipóses ele pode se mudar com Lyla.

O texto sobre Arrow ficou maior, primeiro porque foi o primeiro que escrevi e nos outros as ideias já tinham ido dormir, segundo vamos ao terceiro ano do Arqueiro, acabo tendo muito mais o que falar.

Flash

The Trash XD

The Trash XD

O que dizer dessa série que começou bombando e tecnicamente começou morta pra mim? Uma das coisas que eu estou pasma é com a babação over em cima das três séries desse combo e ainda por cima a babação cega, por The Flash. Ou tá faltando sinceridade ou a maioria dos sites de séries está dorgada . É muita lambida para uma série que é uma torta de clichês, tem efeitos a desejar, e um elenco MEDONHO. Sejamos honestos o elenco todo é ruim demais, o que dá para salvar é o carisma que faísca aqui, acolá de Grant. Não consigo antipatizar com ele, e sim eu fui uma que o conheci em Glee quando ele nem sonhava em ser “galã com cabelo da Cw”:

"Cabelo da CW" - HUMMEL, Kurt

“Cabelo da CW” – HUMMEL, Kurt

O uniforme do Flash é a definição de ESCROTO em vida, e há quem diga que é temporário, mas porra aquilo não serve nem pra passar o piloto, o dias das bruxas, o animefriends, sei lá…não dá, aquilo não. E não é apenas feio, ele destaca demais a miúdez do ator.

uniforme

Caitlin e Cisco ganharam o meu desprezo desde que deram as caras em Arrow e minha intuição não falhou. Cisco deveria ser engraçado, só que é um idiota, e Caitlin é aquela personagem mandona sabe tudo que sempre corta o barato dos meninos. Historicamente eu odeio esse tipo de personagem, a única que eu gosto é a Hermione, e bem vocês sabem que ninguém pode ser tão chata e adorada quanto a Mione, então roteiristas nem tentem.

Íris, a mocinha que em pleno 2014 namora escondido porque papai não aprovaria que ela e o parceiro de trabalho dele namorem. E ela já é adulta tá, gente? E não percebe que Barry a amazzZZz. Amor por amiga de infância, nada de novo só que clichê pouco é bobagem e a mocinha já está toda interessada naquela faísca que tá salvando vidas que coincidentemente é o tímido Barry, ai que cansaço!

Ridiculo Íris dizer que vai reprovar na matéria por culpa do Barry! Vai estudar menina!

E tem coisa boa na série?

Olli desprezando a série ou seria recalque?

Olli desprezando a série ou seria recalque?

Aquela piada da caneta no piloto foi hilária. Se a série tivesse o espírito daquela piada ela seria massa demais.E que dizer de menino Flash roubando a loja de roupas, amei.Grant é carismático. Acho que o maior trunfo da série é esse. Adoro a narração dele, mas esperava um Barry mais descolado do que loser tímido. Ele não é nenhum rei da atuação, mas em comparação a sua primeira aparição em Arrow ele melhorou muito, acertou mais o tom do personagem. As caretas dele em Arrow me agoniaram, e não apareceram em The Flash.

Não vou dizer que tô louca pelo próximo episódio, mas eu lembro que demorei para gostar de Arrow e valeu a pena, então vou seguir assistindo Barry e sua turma.E sejamos sinceros, a série é rasinha demais, e não deve ser imune a críticas, afinal se blogueiros afora podem tietar criminosamente a série como se ela fosse a grande fodona dessa temporada, acho que críticas honestas também devem ter seu espaço.

E porra a série tbm vai ter Flashbacks? Socorro!

Gosto dos dois, mas juntos não dão meio Flash,sorry!

Gosto dos dois, mas juntos não dão meio Flash,sorry!

E para terminar:

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Essa série deveria se chamar Penguin.

Eu não pretendo me afundar em discussões existenciais filosóficas, nem fazer analogias entre o universo criado por Nolan, ou a atmosfera Burton, blá,blá,bla. Gotham tem cumprido o que promete e sabe a que veio, é a novata que chegou mas parece que sempre esteve por aqui de tão a vontade que está.

Penguin é o maior destaque dessa série. FishMooney perde feio para ele, basta comparar o que ambos fizeram em quatro episódios. Cobblepot se desenvolveu mais e conquistou sua trama, enquanto Fish está na sua zona de conforto fazendo praticamente a mesma coisa em todos os episódios. Apesar de um pouco carregada demais,é preciso se acostumar, ela é uma personagem interessante e que certamente botará aquelas garras de fora logo, espero.

'Im singing in the rain  Just singin' in the rain  What a glorious feeling  I'm happy again"

‘Im singing in the rain
Just singin’ in the rain
What a glorious feeling
I’m happy again”

Eu amo o Penguin. É meu personagem favorito e embora não pareça estou me segurando para não tietá-lo demais. Que construção incrível, que atuação fabulosa do Robin Lord Taylor. Só um maluco como Cobblepot para chamar aquele antro de violência e inustiça que é Gotham de lar. Agora, ele está se arriscando demais na cidade. Em um submundo onde há informantes por todo o lado, Fish já teria descoberto ele rapidinho, afinal ninguém entra ou sai sem que os chefes da bandidagem saibam. Mas talvez ele esteja certo, ninguém procura por um homem morto.

"Querida, apenas pare de me tietar!"

“Querida, apenas pare de me tietar!”

Menina-gato é outra personagem incrível. Não só o trabalho corporal está fantástico, como a personalidade dela está sendo bem desenvolvida. A minha reclamação é com o segundo episódio. Um episódio chamado Selina Kyle deveria focar na Selina Kyle, só acho. Ela teve um destaque coadjuvante e foi meio broxante.

"Sou a melhor coisa dessa bagaça aí"

“Sou a melhor coisa dessa bagaça aí”

Menino-batima é que está um pequeno porre. Eu acho o ator ruinzinho demais, na cena em que ele encontra Gordon e supostamente estaria chorando o garoto tá com aquela cara de sei lá. E as cenas que mostram ele e seu desenvolvimento, são tediosas e desnecessárias. Se a criança fosse melhor talvez eu me animasse para ver essas cenas. Aliás se Arrow e The Flash têm Trashbacks, Gotham tem o pequeno bat na mansão. Saco isso…

meninno batman

Gordon fazendo o Good Cop, e Bullock o Bad Cop, um amo o outro odeio. Ambos por essas características, por incrível que pareça eu sou do tipo de mulher que gosta de nice guys, sorry estereótipos sociais.

Barbara Gordon e Montya mal começaram já enjoei delas. Achei bem boring terem criado um caso amoroso para as duas, porém essa sou eu, hétero pensando na minha caixinha. Ao verificar em alguns blogs que falam sobre seriados e questões de gênero, percebi o quão positiva foi a recepção disso. É uma questão de diversidade .Mas em minha defesa devo dizer que depois de anos vendo a fetichização em torno de romances lébicos eu sempre fico com o pé bem atrás quando vejo um casal lésbico em um seriado.

Mas resolvido isso não dá pra negar que ambas são bem antipáticas e Montoya parece ser a ex namorada magoada que vai prejudicar Gordon só para Barbara cair em seus braços. Isso empobrece muito a personagem. Barbara é uma mala e vive se metendo no trabalho do noivo. Se eu fosse o Gordon, eu é que daria um ultimato para a Barbara, ou ela me aceita com a vida que levo ou vaza da minha vida. Porque né, o cara trabalha pra policia, é impossível ele não ter segredos!

"Arrow, The Flash? como se atreve a me misturar com essas outras?"

“Arrow, The Flash? como se atreve a me misturar com essas outras?”

De forma geral, eu estou curtindo muito Gotham, mais sinto que falta um algo a mais, um pouco mais de ousadia nesse terreno tão bem contruído e seguro.

Por causa dessas três séries, estou revendo o desenho da Liga da Justiça e lendo Crise das Terras Infinitas. Baixei todas as doze edições e devorei quatro em uma única madrugada. Sim, madrugada porque de dia é que não dá mesmo. E por culpa dessa dose cavalar de comics todas as minhas leituras de mangás estão atrasadas, nunca que na minha vida comics ocuparam tanto espaço. Meu interesse por Hqs sempre foi bem básico, ou seja os seriados (e filmes) estão cumprindo sua função.

Não pensem que essas produções todas foram feitas para agradar os fanboys que já leram todas as versões possíveis de seus heróis favoritos. É uma questão de renovar seu público. Público que envelheceu e as editoras têm dificuldades em renovar. Os esforços estão sendo feitos e bem não devo ser a única a me sentir tentada a pegar uma HQ e ter algo a mais.

No mais, só posso dizer o óbvio: sinto falta de séries sobre super heroínas (pelo menos Supergirl vem aí), chega de inventar desculpas, aliás se o Flash fosse uma heroína DUVIDO que as críticas seriam tão complacentes. E espero ansiosamente pelas séries do Demolidor e da Supergirl. E alguém faça uma série sobre a Arlequina e a Hera Venenosa, por favor.

arle

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