Combo Séries: Slade, Grodd e um encontro bat-épico

Deu ruim!

Deu ruim!

Impressão minha ou a parte sobre Arrow é sempre o dobro das outras séries do Combo? Hoje então…Ok, como é o filho mais velho, eu sempre tenho mais coisas para falar e ultimamente Arrow tem me dado muito pano para manga. The Flash é a pipoca doce da minha semana, enquanto Gotham é aquela que eu assisto preguiçosamente e depois percebo que estou gostando. Odeio essas pausas que as séries dão, ainda mais que estou muito na expectativa para saber como se desenvolverão as finales de The Flash e Gotham. Gotham anda mais movimentada, mas sempre estou uns dois episódios atrás, teve até Coringa. Mas Menino-Coringa vai ficar de fora hoje. Enquanto isso, let go folk:

Arrow

Esses últimos episódios de Arrow fizeram a minha alegria ao trazerem de volta, ainda que por um breve momento, personagens muito queridos: Sara, Tommy e Slade. Tommy era o playboyzinho babaca que tanto detestei, mas o amadurecimento durante a primeira temporada me ganhou, eu amo histórias de crescimento e Tommy é um exemplo disso. Agora o que me chamou a atenção foi o fato de que suas últimas aparições são durante o sumiço de Oliver e mostram que o rapaz apesar de tudo sempre teve um bom caráter: foi parar em Hong Kong por causa de uma mísera pista sobre o amigo, e depois, cuidando de Thea, tentando protegê-la das burradas delas. Essas atitudes, misturadas ao fato de Colin Donnell ter retornado mais lindo do que nunca só aumentaram minha afeição pelo personagem.

The Return
Slade dispensa comentários. Um dos melhores vilões do mundo das séries, lidem com isso, carismático e com forte presença na tela é sempre um prazer vê-lo. Embora o contexto tenha sido muito forçado: Malcom o libertando apenas para testar Oliver e Thea? Porra, Slade é perigosísimo, sem contar que perderam a oportunidade de mostrar os dois vilões interagindo. Outra coisa chata foi a sede cega de Slade por vingança. Por que não ter paciência, fugir e lentamente pertubar o Oliver como ele já havia feito antes? Deu a entender que Malcom o soltou como quem solta um cão e o mandou pegar Oliver e assim Slade obediente o fez. Ficou estranho, mal explicado e não combinou mesmo com ele. E eu preciso admitir pelo menos uma vez que Manu Bennet tem um charme que não sei explicar, pronto saí correndo.
Sobre a aparição de Sara, ai, ai, ai. O retorno dela foi devido a outro retorno, o do Vertigo. Porra, essa droga já deu, sabe? Mas foi o pano de fundo do duelo. Eu gostei e não gostei do duelo entre as Canários. Mas Felicity resumiu tudo: tá na hora de Laurel parar de tentar ser a Sara e ser mais ela mesma. A Sara da ilusão de Laurel estava revoltada justamente por causa disso: a irmã estava tentando tomar o seu lugar, ainda que sem perceber. E tirando minha irritação com os rumos que Laurel vem tomando, Arrow está pontuando alto no quesito sororidade feminina. Mesmo com Laurel tomando todo o tipo de esporro de Oliver e dos outros personagens masculinos, os diálogos entre ela, Felicity, Thea e mais na frente, Nyssa são repletos de solidariedade, compreensão e amizade. Na temporada passada houveram vários momentos de ciúmes entre Sara, Helena, Shado e Felicity, enquanto que nesta toda vez que elas conversam é sobre si mesmas. É algo grande, embora em termos de agência feminina, falta muito, mas vou deixar para outro post. Este aqui eu quero celebrar e muito a cumplicidade feminina.

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The Return foi um dos raros episódios onde eu amei demais os flashbacks. Pouco me interessam as tramas mirabolantes que Oliver teve que passar, mas saber como estavam sua família e amigos durante sua ausência foi muito legal. Só faltou a Moira, e quero acreditar que foi porque a atriz não estava disponível, não é possível simplesmente não terem lembrado dela. E como Lance era detestável pelo amor de Deus! Tudo bem, sua filhinha morreu, ele está ferido, mas porra, sair cuspindo fogo em todo mundo, sendo grosseiro com a Laurel, caralho. E pensar que eu achava ele um chato na primeira temporada por causa dos ressentimentos contra Oliver, mas comparado ao seu eu mais antigo, nossa, ele era até agradável.

A reação de Thea sobre a identidade do Arqueiro foi exatamente a reação que eu esperava que ela tivesse quando descobriu que Roy trabalhava com o Vigilante. Eu realmente não fiquei surpresa, é a reação mais lógica e madura que ela poderia ter. Ficar revoltadinha não era uma opção. Lance, ao contrário ficou muito puto com a filha, e com razão, mas não gostei da forma como ele se fastou dela. E acho que só reforça o quanto a Sara era a favorita. E Laurel anda muito inconsistente como Canário. Eu sabia que quando Oliver voltasse ela iria perder espaço e voltar a mais atrapalhar do que ajudar. Essa insistência em mostrar que a nova Canário tem falhas só está jogando a personagem para baixo, aumentando o número de hates, sem nenhum ganho aparente. As poucas pessoas que não odeiam a Laurel, pude notar que só gostam dela porque a coitada é tão odiada que começam a torcer a favor. Sou uma delas, e muita dessa solidariedade vêm de homens. Não porque evitam a misoginia, mas por questões práticas: a Canário tem que dar certo, por causa dos quadrinhos. Já as poucas mulheres a ter uma olhar mais paciente quase sempre são por razões feministas s2

The Flash

Ta aí uma coisa que faltava em The Flash para dinamizar as coisas: dois episódios seguidos sobre o mesmo assunto, nesse caso sobre o Nuclear, Ronnie feat Dr.Stein. Inventar toda semana um meta-humano who é um pouco cansativo, então tirar dois episódios para desenvolver um caso foi muito agradável. The Flash não estava chato, mas seus casos meio repetitivos. Stein e Ronnie sendo dois em um, e tendo que aprender a trabalhar em dupla foi melhor do que eu pensava; E eu já consigo olhar para o Robbie Amell sem pensar no Stephen, se bem que agora eu olho e lembro daquele filme de mau gosto que ele fez, The DUFF. Prefiria continuar me lembrando do primo. Caitilin com Ronnie é outra pessoa. Viva, alegre, . Não sei se sou eu que ando meio besta, mas até o reencontro do Stein com a mulher eu fiquei toda derretida. Ou talvez seja porque o amor é um sentimento lindo e The Flash precisa de amor e não de draminhas baratos.
E é irrelevante, eu sei, mas não poderia deixar passar o que Cisco não deixou passar : ‘Eu ainda estou dentro dele’, ‘deveria haver uma maneira melhor de dizer isso’. Haha, puta merda, Cisquito!

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Cisco e Joe interagindo para descobrir mais sobre dia em que a mãe de Barry foi morta rendeu mais do que eu imaginava. Agora Barry sabe que estava lá, e sabe que pode tentar voltar no tempo e evitar falhar e salvar sua mãe. Por um lado achei que é meio cedo demais colocar um arco tão importante logo na primeira temporada, por outro gostei de não terem enrolado: acharam o sangue de Barry, foram lá contar para ele, Stein deu umas explicações, pronto todo mundo já está a par de tudo. Já assistiram ao excelente Justice League: The Flashpoint Paradox (Liga da Justiça: Ponto de Ignição)? Assistam. Eu já reassisti umas duas vezes : 1- Por causa do post maravilhoso do Portal Caneca, 2- Pelo mesmo motivo, essas teorias mexeram comigo. Porque é exatamente o que Barry vai fazer e bem, não falo mais nada. Se bem que modificar o passado pode alterar o futuro é meio óbvio , né?
Odeio admitir, mas tô começando a gostar de Wells tanto quanto gosto do Malcom. Os dois são bem parecidos por sinal: são uma versão mais forte dos protagonistas, sempre estão um passo á frente, mentem, são dois diabos necessários (desculpa gente , mas eu adoro essa frase do Pica-pau) e vão articulando seus planos sem que ninguém perceba. Oliver e Barry comem nas mãos deles.Nem tenho tanta pena, os dois são fodões, fazem por merecer. E acredito que outra coisa que eles têm em comum é o fato de terem supostas boas intenções, com fins justificando os meios. Eu também sou da teoria que existem dois reversos e que o inimigo real de Barry será algum descendente de Eddie. Mas se Wells veio do futuro, devo assumir que o Reverso já existe até lá, então teriam dois reversos ao mesmo tempo? Wells volta ao passado para quê? Usar Barry para parar o outro?? Dúvidas, dúvidas….Ele tem algum plano para Barry (cê jura?) e o vê mais como aliado do que como inimigo. E protege os seus. Por isso não o vejo como uma ameaça direto para o Flash.

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E o chefão Wade Eiling encurralando Wells, eita. Coisa rara de se ver. Mas Wells não leva uma dessas de graça e revida melhor que a encomenda. O macaco, senhor, o macaco! O que dizer dessa criatura que mal apareceu e já é foda? Caralho, como o Grodd é impressionante. Sabem de quem eu me lembrei? Do titã-macaco de Shingeki no Kyoujin (mangá que amo mais que minha vida e nunca escrevi por essas bandas, shame). É amiguinho de Wells? Subordinado? Duvido! Mas então, o quê?? Não prendam ele, quero mais é que o Grodd saia matando todo mundo e toque o terror mesmo (morreu minha humanidade).

Gotham

Finalmente, e finalmenteeeeeee, Maroni descobre que Penguin é um traidor. Olha, tava tão na cara, foram tantos deslizes, depois falam mal do Lance que não se toca que o Oliver e o Arqueiro são a mesma pessoa, só que Maroni consegue ser mais tapado ainda. Tá, eu dou desconto pelo fato dele ter afeto pelo seu capanga de estimação e preferir ignorar as suspeitas. E quem jogou a merda, claro foi Fish, que mesmo fugitiva, sem nada e depois presa, nunca perde a majestade. E que papo é esse que Jada Pinkett Smith não volta para a segunda temporada? Ela é a personagem feminina e negra mais importante da série, são dois tiros, um para cada pé se ela for morta. Espero que alguém tenha se tocado disso e esteja escrevendo outra personagem a altura para ficar no lugar dela. Falando em mortes, eu preferia que tivessem matado o Butch! O que fizeram com ele, ai tadinho! Eu tenho um pingo de esperança que aquilo tudo seja encenação dele, mas poxa, difícil hein?

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O caso do fóbico que deu de brinde o futuro espantalho se estendeu por dois episódios e como falei em Flash, esse tipo de dinâmica é muito positiva. Se bem que o caso em si não foi interessante comparado as outras tramas que estavam se desenrolando. E o futuro vilão, amém, não é absurdamente mais velho que Bruce. É um menino ainda, e já torço para que apareça outra vez. Não é tão criança quanto Selina e Herinha e já pode tocar um terror. Só acho que não custava nada, terem focado um tiquinho em Menino-Espantalho, né? Nada de forçar o óbvio como fazem com Ed (tipo, precisava mesmo enfatizar que se chama Edward, NYGMA?), mas o gurizinho deveria ter tido mais falas. E ainda que a volta de Barbara tenha sido vazia, eu amei ela chegando em casa, se deparando com duas meninas estranhas,e ah que se foda o noivo, haha. A reação dela foi a melhor. Tá, a gente sabe que ela vai correr atrás do Gordan de novo, mas eu queria ter um pingo de esperança que ela vai ficar menos chata. O problema é que a merda já tá feita, concorrer com uma Morena Baccarin, linda, sedutora e mais interessante do que ela é impossível. Adoro a Dr. Thompkins. E o Gordon emprega a ficante e depois fica de lero lero? Amo como a médica faz pouco caso das chatices de Gordon, vamos ver até onde ela vai continuar legal, até virar a namorada mala que todos os precisam. Ok, ela é competente, deixa quieto.

E para tudo! Quando Gothan quer, Gotham sabe ser épica. Desde “Penguin’s Umbrella, eu não tenho um deleite tão grande com a série, e não foi por causa do episódio, foi por causa de uma cena que sozinha justificou toda a existência de Gotham. Eu fiquei em CHOQUE, e ah que se foda o resto do episódio. Quem se importa? Penguin e Charada se esbarrando, se encarando, puta merda que cena foi essa? Penguin anda com a imagem meio desgastada na série, mas Robin Lord Tyalor não só segura firme esse personagem como dá a ele uma dimensão sensacional quando o momento pede. E Nygma que eu demorei a me acostumar com seus tiques, já agarrou seu espaço na série e vai mandar mais pq tá pouco. Que cena!

Dizem por aí que vai rolar spin-off envolvendo A.T.O.M, Canário Sara, Capitão Frio e Onda Térmica. Do Grodd ninguém quer fazer, né? Brandon Roth é um péssimo ator, eu gosto do seu Ray Palmer com o mesmo amor que tenho pelos flashbacks de Oliver; Sobre a Canário que muito gente não entende como pode ressuscitar, gente é ficção, vamos para o ponto mais importante que a ressurreição, o que ela faria na série? Vai voltar a caçar misóginos, defender as mulheres, ou essa caracteristica terá se perdido para sempre? Se for para fazer que nem a Laurel, se metendo nas missões do Oliver e girando em torno da base dele, melhor não. Capitão Frio precisa de um espaço maior em The Flash, como assim o Chefão da Galeria aparece uma vez e outra e some? Se ele for para o spin-off, desarticula tudo. Eu pensei e pensei e cheguei a conclusão que não curti a ideia. E que venha o Demolidor!

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