Supergirl: comentando os primeiros episódios (1-8)

 

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Keeping up with the Kryptonians!

Após muita espera e um piloto vazado, finalmente coloquei as mãos nessa nova série de super heroína que entregou tudo que prometeu no seu longo trailer e que não é uma grande produção, mas por enquanto também não é tão esse cachorro morto que acham por aí. Para os iniciados, Supergirl mostra os passos de Kara Zor-el, prima mais velha do Superman. A história dele nos conhecemos: antes do planeta Krypton ser destruído, Kal-el é enviado para a Terra ainda um bebê em uma nave, mas a parte não conhecida é que sua prima Kara, aos doze anos (chuto eu) é enviada em seguida, com a missão de proteger o primo na nova vida na Terra. Porém,  a cápsula onde Kara é colocada sai de sua trajetória, ela fica presa durante anos na Zona Fantasma e Kara meio que congela no tempo lá dentro, mas um dia a cápsula se solta e ela chega na Terra. Ela ainda é a mesma menina pré-adolescente, mas seu primo já é adulto, famoso e claramente não precisa de sua proteção.

Kara é adotada pela família Danvers e durante seus anos de crescimento esconde seus poderes e tenta levar a vida de garota normal. Um dia ao salvar o avião onde sua irmã adotiva estava ela revela seus poderes ao mundo, embora ninguém perceba que a mulher que salvou o avião e a assistente atrapalhada de Cat Grant são a mesma pessoa. Cat batiza a heroína de Supergirl e embora Kara não goste do apelido no começo, ela abraça a causa de heroína de National City. Paralelo a nova heroína, condenados da prisão kriptoniana, conhecida como Forte Rozz, que chegou na Terra junto de Kara, são combatidos pelo D.E.O( Departamento de Operações Extra-normais), uma organização de inteligência para caçar aliens, onde Alex, irmã adotiva de Kara trabalha.

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Bem, eu assisti oito episódios e posso concluir que Supergirl é uma série divertida, bonitinha e carismática como sua protagonista, Kara. Porém a história, tal qual sua heroína ainda precisam de uma consistência, um elemento mais firme e atrativo. E tem muitas cenas de luta e/ou onde a heroína precisa mostrar sua força e confesso que muitas estão risíveis, devido ao porte frágil de Melissa Benoist. Mas aí, você assiste The Flash e vê que Grant não está aquela maravilha também. Eu amo The Flash, mas as batalhas envolvendo o Velocista são sofríveis, então eu dou um desconto para Melissa também.   Desconto idem para os efeitos especiais. Aliás, como o produtor de ambas as séries é o mesmo, é impossível não comparar as duas: os protagonistas são atrapalhados (pelo menos no início), não tem coragem de se declararem para seus interesses românticos, têm a ajuda de experts em tecnologia, vilões da semana esquecíveis, enfim. Ambas as séries têm um amontoado de clichês, mas The Flash não se permitiu ser conduzida por esses clichês e sim, usou esses elementos para apresentar uma trama cheia de surpresas, mistérios e revelações que levavam a outras, onde no final de cada episódio precisávamos desesperadamente do próximo. E a cada peça revelada, o quebra-cabeças muito bem orquestrado por um vilão fabuloso se mostrava mais complexo. E é esse o gatilho que está faltando em Supergirl.

Sendo uma série com receita bem simples, eu devorei os primeiros episódios, por serem fáceis e divertidos. Mas falta aquele gosto de quero mais ou pelo menos que ainda tem algo mais. Gotham, sua concorrente do mesmo horário, começou mostrando a que veio e apesar de ter descido ladeira abaixo na qualidade do roteiro, começou chutando a porta, intrigante. Kara é uma ótima companhia, mas às vezes fica a impressão que se esquecermos de assistir, não fará falta. Meu medo é que a série se contente com sua simplicidade e vá tocando o barco assim (e desse jeito o barco afunda) sem ousar no roteiro.

Supergirl-Kara-and-Alex

E o girl power? Sim, como toda série protagonizada por mulher, SG sabe a responsabilidade que tem e mais do que isso o diálogo com seu público, feminino jovem é motivador. Esse é um dos principais motivos para eu ter gostado da série e com certeza a série está na lista de coisas que quero que minhas primas pequenas assistam, porque é bem empoderador. Assim como Frozen, Supergirl aposta na amizade entre duas irmãs para transmitir à ideia de sisterhood, a tal sororidade feminina, a empatia e solidariedade que precisamos interiorizar e exteriorizar, afinal o mundo é muito ruim para as meninas, precisamos ser unidas. Passa e muito bem no Bechdel Test. Kara é a protagonista meio atrapalhada, mas que na pele da nova heroína vai tentando encontrar seu lugar. E a sua Supergirl é bem falha, não tem técnicas de luta, mas ainda assim é uma pílula motivacional sua determinação. É doce, gentil, mas não é um poço de ingenuidade. Ela sabe que por ser a versão feminina do Superman, será vista como inferior e recusa isso tentando trilhar seu próprio caminho. E quem é seu ombro amigo? Sua irmã adotiva, Alex que é uma agente bem treinada e mesmo quando em perigo, não raro, se salva sozinha. A maior parte da conversa entre as duas é sobre salvarem o mundo, ou sobre seus pais. Não lembro onde li, mas discordo quando dizem que foi o discurso motivador de Jimmy que empurrou Kara para abraçar de vez o manto da heroína. Foi a irmã antes de tudo que a acolheu e motivou, assim como vária vezes nesses primeiros episódios.

A relação entre Kara e sua mãe também é valorizada, a heroína se espelha na figura materna, e Alura através da tecnologia kriptoniana se mantém presente para aconselhar a filha. Alura não era apenas mãe e esposa, ela era juíza de Kripton e acumulou vários inimigos devido a profissão. Um deles é a própria irmã gêmea, a General Astra uma das principais inimigas da heroína desta temporada, embora eu não tenha me impressionado com ela. Acredito que o bilionário Maxwell Lorde vai crescer e convencer mais como vilão. Outra personagem feminina importante é Cat Grant, e sim, o tom O diabo Veste Prada é proposital. O problema é que Cat é tão rasa quanto contraditória: ela ‘cria’ a figura da Supergirl, mas a despreza, não confia na nova heroína, mas cobra que ela salve as pessoas, faz matérias lhe criticando, mas a defende quando outra pessoa faz isso. Falta acertar o tom de Cat, que apesar disso tem momentos preciosos como o conselho que indiretamente deu a Supergirl: ao invés da heroína novata começar fazendo coisas grandes (tão grandes quanto as falhas) que começasse com coisas simples, para amadurecer, se aperfeiçoar. Mas nada supera essa fala “toda mulher sabe que trabalhamos duas vezes mais que os homens para recebermos metade dos créditos” Mesmo sendo uma chefa maluca, ela é outro modelo de inspiração para Kara.

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morta estou, qual a necessidade disso, amigo? A reação das atrizes me define, hehe

Sobre os dois rapazes da série, eu fiquei irritada com essa história de jogarem dois interesses românticos para Kara logo no piloto. Winn é o amigo apaixonado que ela não percebe. Ele a chama para sair, mas Kara lhe dispensa, depois ele diz: agora entendo porque você nunca se interessou por mim, e ainda assim, Kara não parece perceber o quão apaixonado o moço está. E sem sutileza nenhuma, vem a cena onde ele explica para Kara que quando o Cupido te acerta, você percebe na hora e minutos depois Kara conhece o novo colega de trabalho, James Olsen e fica toda balançada. Mui desnecessário. Mas pra ser sincera, acho que nenhum dos dois por enquanto combina com ela, Winn está mais para melhor-amigo-gay da mocinha e James é mais uma figura protetora e fraterna do que romântica. Os dois são os ajudantes da Supergirl, e é meio esquisito ver os dois rivais auxiliando a moça, imagino a enrolação que esse triângulo vai ficar à medida que as coisas ficarem difíceis de serem negadas. Não precisava dessa jogada desesperada para a protagonista ter seus interesses românticos.

E antes que eu me esqueça, temos Henshaw o chefão do D.E.O e se você ainda não assistiu tudo não leia essa parte> ele é o famoso J’onn J’onzz, o Caçador de Marte, mas o nome Hank Henshaw pertence a outro personagem da DC, o Superciborgue. Eu fiquei meio hã , mas vamos ver onde vai dar.Eu adoro o Jon.É um personagem misterioso e seu passado está ligado a morte do pai de Alex e na sua condição de alien disfarçado eu exijo grandes surpresas da parte desse personagem. Os vilões dos casos da semana não me chamaram muito a atenção, embora eu tenha visto o falatório que foi quando divulgaram as imagens do Tornado Vermelho e as comparações toscas com o Visão.

Enfim, essas foram às primeiríssimas impressões que eu tive; a série não é espetacular, precisa engrossar o caldo, digamos assim. Quem sabe a visita do Velocista Escarlate não dê a injeção de adrenalina que nossa heroína precisa? O crossover está confirmadíssimo e para quem acha humanamente impossível ligar ambos os mundos, Constantine mesmo morta fez uma ligação com Arrow, né? Ambos têm superpoderes e com certeza farão um bonito dueto, digo parceria 🙂

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