Demolidor: sem medo, sem enrolação, sem fazer feio e a segunda temporada que não chega!

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O Demolidor (prefiro Daredevil, mas vou fechar com a Última Flor do Lácio), faz parte de um pacote de séries fruto da parceria entre Marvel e Netflix,para explorar o universo dos seus heróis em outras mídias. Além de Matt Murdock, foram confirmadas as séries de AKA Jéssica Jones, Punho de Ferro e Lucas Cage, e em um futuro muito aguardado já, todos deverão se unir na série Os Defensores. Eu já quero para ontem, mas por enquanto, o primeiro da lista, o Demônio de Hell’s Kitchen não está fazendo feio. Continuar lendo

Koe no Katachi: feridas abertas, amizades e recomeços

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Descobri Koe no Katachi (~Uma Voz Silenciosa~) enquanto procurava por Arslan Senki e cai nesse link, lembrando que ambos foram traduzidos pela Kyodaiscan. Eu já tinha ouvido falar desse elogiado mangá e sabia que se tratava da amizade de um delinquente com uma menina surda, mas era só o que eu tinha. Como são apenas sete volumes, baixei tudo e quando comecei a ler não parei mais, fui me comovendo, me apaixonando. Koe no Katachi é material obrigatório para todas as idades, especialmente, óbvio, adolescentes. E o mangá, que é shounen (de autoria feminina, a novíssima OOIMA Yoshitoki) tem um número grande de personagens femininas, todas com importância e que conversam entre si. Passa fácil na Bechdel Test. E mesmo com tantas garotas de destaque, nada de fanservice, nada de calcinhas e nada de todas as meninas terem uma queda pelo protagonista. É um mangá inclusive que podemos destacar questões de gênero como o passado da mãe de Nishimiya, ou a irmãzinha se passar por garoto para proteger a irmã do bullying. Interessante é que a mesma, não se dá bem com a mãe, mas ambas precisaram se endurecer para sobreviver na vida.  Continuar lendo

Whitewashing: sobre White Canary, Tilda e Aloha.

Maravilhosa, mas né...

Maravilhosa, mas né…

E eu mal prometi ficar de olho no whitewashing da White Canary e já me surgem mais dois casos para engrossar o caldo. Dois? Bem, os dois mais gritantes do momento, mas se formos procurar mais a lista aumenta rápido. Assim como a indignação mais do que justa contra esse tipo de absurdo. Eu queria deixar a parte da Canário em um post só porque tem algumas observações que só lendo BirdsOfPrey para ter uma opinião mais segura, até comecei a pegar os quadrinhos, mas o tempo vai passando e as coisas ficando pendentes. Antes de tudo, o que é whitewashing? De forma bem simples, é o embranquecimento de personagens não-brancos (#cêjura?), quando deveriam ser interpretados por negros, latinos,asiáticos ou mestiços, só que são simplesmente substituídos por gente branca. E a palavra pode ser nova para você, mas o processo é bem antigo. E o suposto mimimi pra você que tá incomodado, não é novo também, mas com redes sociais, minorias têm o poder de fazer um barulho ainda maior e sim, com toda a razão. Continuar lendo

Segunda chance: Nikolaj Coster-Waldau vive o drama de um pai coruja

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(titulo medonho, mas estou com a virose da seleção, me deixa! )

Sim, é o segundo drama de Susanne Bier comentado aqui no blog e não, dessa vez ainda não é Em um mundo melhor. O novo filme dinamarquês daquela diretora que decidi ficar de olho foi boa surpresa para mim, gostei muito mais do que de Serena, que é apenas ok, já Segunda chance dá margens para pensar em algumas questões, dilemas. E claro, só pela presença de Nikolaj Coster-Waldau (O Jamie de GOT) já vale a pena, gente, que homem! segura a fangirl dentro de mim. Algumas críticas que li sobre o filme me pareceram um pouco impacientes com o estilo da diretora, eu também me incomodo com alguns recursos que ela usa, mas sei lá, já vi muito filme mais superficial ou forçado sendo ovacionado por aí. Segunda Chance não é ok, é ótimo e pronto. Continuar lendo

O novo Homem-Aranha tem que ser branco: qual a surpresa? (entre outras divagações)

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‘Mano, se eu sair quem assume é o Aécio?’

E a novela sobre o novo Teioso continua. Enquanto as gravações de Capitão América  – Guerra Civil estão a todo vapor, um dos personagens mais importantes da história ainda está sem intérprete definido. Particularmente, eu não tenho muito interesse na nova franquia em si, não estou ansiosa para ver o tio Ben morrendo de novo, um outro Harry/Duende Verde ou seja-lá-quem-for a nova mocinha. Só que estou na expectativa para a Guerra Civil e a demora para a inclusão de um novo Homem-Aranha com as gravações em andamento está me deixando preocupada. Continuar lendo

Agent Carter: uma linda série que é menos feminista do que as pessoas pensam.

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É complicado, pois quando reflito, percebo que quase tudo que eu gosto na Peggy é exatamente aquilo que eu considero problemático e nada feminista do ponto de vista crítico. Não que isso seja o fim do mundo, é possível gostar de uma coisa e pensar ao mesmo tempo. Certo, estamos em junho, perdi o todo o hype, mas não queria passar em branco uma série tão legal (e devidamente renovada) e meter o bedelho em alguns pontos que considero equivocado sobre o “ teor feminista” da série. Continuar lendo

Felicity, Slut-shaming e centavos atrasados sobre a Viúva Negra.

Felicity e o crime de...ter relacionamentos.2015, gente!

Felicity e o crime de…ter relacionamentos.2015, gente!

Eu nem ia falar mais sobre o caso Viúva Negra porque como devem ter notado o Nyanko-sensei andou meio morto essas semanas. E pra ser sincera porque outros blogs, feministas ou não fizeram bem sua parte e a preguiçosa aqui se deu por satisfeita. Mas foi o slut-shaming crescente sofrido por outra personagem feminina do mundo dos heróis que me empurrou para escrever este texto. E mais ainda a conclusão (óbvia até) que não importa se uma mulher é sexy ou recatada, uma hora seremos jogadas na fogueira pelos machistas de plantão, simplesmente por sermos mulheres. Nenhuma mulher está livre disso. Continuar lendo